E ela escorre-me pela cara, pelo peso da circunstância passa depressa. Chega uma atrás da outra, em catadupa frenética. Um êxtase diferente, uma raiva transfigurada em lágrimas cristalinas, ora mais doces, ora mais salgadas. Limpam-mo o rosto, libertam a alma. No final das contas, sucumbi às pressões, esvaziei-me na minha essência, reinventei-me e redefini-me, para voltar a ser eu, ou quem sabe um outro que substitua a fraqueza o meu eu.
E vou tentando alcançar essa perfeição que, meramente idílica, me faz ser obstinado, mas compulsivamente depressivo, num jogo perigoso de palavras ditas ou não ditas, em gesto bruscos e singelos, em olhares lacónicos ou irritados, um verdadeiro jogo da corda bamba.
Tento manter as cordas que suportam a razão e o controlo, mas a estrutura é tão frágil que parece quebrar-se ao mais ínfimo toque. Não, não partas, por favor. Temos de continuar esta jornada, antes que ela volte a cair, essa lágrima ambígua e sinistra.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Luz
Já pensei muitas vezes sobre isso, nunca ninguém se importou ou me ouviu, será um sentimento normal ou estarei apenas a sonhar. Será paranormal, quem sabe.
Mas o meu tempo continua a passar, de uma forma imperceptível e sem cor. Ladeado de luzes esbatidas, reluzentes e brilhantes, vagueio paulatinamente pelas ruas, acreditando que tudo terminará na próxima esquina. Deveria esquecer tudo o resto, aquele pedacinho de razão que me prende àquilo que não quero ser.
E a luz continua ali, agora aquece-me as costas, como me chamando para virar radicalmente um modo de vida pouco usual e aceite. Eu não acredito em presságios, por isso continua nesta minha teimosia incessante forma de errar. Será estupidez?
Desejo ansiosamente a vontade de arriscar, pois só assim me conseguirei ver livre deste foco que me acompanha e retomar, retomar à vida em pleno. Serei feliz e aí, sim, poderei sorrir!
Mas o meu tempo continua a passar, de uma forma imperceptível e sem cor. Ladeado de luzes esbatidas, reluzentes e brilhantes, vagueio paulatinamente pelas ruas, acreditando que tudo terminará na próxima esquina. Deveria esquecer tudo o resto, aquele pedacinho de razão que me prende àquilo que não quero ser.
E a luz continua ali, agora aquece-me as costas, como me chamando para virar radicalmente um modo de vida pouco usual e aceite. Eu não acredito em presságios, por isso continua nesta minha teimosia incessante forma de errar. Será estupidez?
Desejo ansiosamente a vontade de arriscar, pois só assim me conseguirei ver livre deste foco que me acompanha e retomar, retomar à vida em pleno. Serei feliz e aí, sim, poderei sorrir!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Uma despedida anunciada...
Chegou ao fim, o ciclo tocou num ponto inevitável, onde tudo desabou e me obrigou a retomar um novo rumo, uma nova esperança.
Para trás fica tudo o que vivi, tudo quanto chorei, gritei, ri, esbocei, ou simplesmente pensei. Só assim parto com a certeza que nada foi em vão, cada segundo teve o seu significado e o seu espaço dentro de mim.
Fui marcado, mas também marquei, da forma mais duradoura possível, aquela sem julgamento, aquela que fica na lembrança.
É altura de combater novas batalhas, mas tudo o que aprendi me vai ajudar a ser mais audaz e astuto, as dificuldades esvanecer-se-ão ao toque da memória que me presenteará, constantemente, com a mais bela recordação do passado, como uma mão que ampara a queda e nos ensina a olhar em frente.
Pois na altura da despedida sentimos um vazio enorme, um desamparo fictício, que só o tempo nos mostrará o benefício. Vou virar-me de uma vez só, sem olhar para trás, não levem a mal. É a única maneira de o conseguir fazer, sem aquela mesma lágrima do início me escorrer pela cara. Afinal de contas, a despedida já estava anunciada. Mas dói, e muito...
Para trás fica tudo o que vivi, tudo quanto chorei, gritei, ri, esbocei, ou simplesmente pensei. Só assim parto com a certeza que nada foi em vão, cada segundo teve o seu significado e o seu espaço dentro de mim.
Fui marcado, mas também marquei, da forma mais duradoura possível, aquela sem julgamento, aquela que fica na lembrança.
É altura de combater novas batalhas, mas tudo o que aprendi me vai ajudar a ser mais audaz e astuto, as dificuldades esvanecer-se-ão ao toque da memória que me presenteará, constantemente, com a mais bela recordação do passado, como uma mão que ampara a queda e nos ensina a olhar em frente.
Pois na altura da despedida sentimos um vazio enorme, um desamparo fictício, que só o tempo nos mostrará o benefício. Vou virar-me de uma vez só, sem olhar para trás, não levem a mal. É a única maneira de o conseguir fazer, sem aquela mesma lágrima do início me escorrer pela cara. Afinal de contas, a despedida já estava anunciada. Mas dói, e muito...
domingo, 27 de julho de 2008
O Se da vida
Porque se é para ser forte, então lutemos
Se é para sermos livres, então gritemos
Se é para nos sentirmos realizados, então busquemos
Se é para relaxarmos, então fechemos os olhos por um segundo
Busquemos ao mais ínfimo pormenor, a essência da sua existência
Auspiciemos ao ímpeto mais honroso que a mente busca
Libertemo-nos das amarras, e vejamos o horizonte
Aí sentiremos algo a crescer e a tomar forma
Um novo ser dentro de nós ou uma metamorfose enigmática?
Pois se é para chorar, limpemos os olhos primeiro
Se é para nos sentirmos felizes, então nos rodeemos de amigos
Se é para vencermos etapas, tenhamos o apoio de todos
Pois nada faz sentido sem que esteja correlacionado com outra coisa
A vida rege-se por sentidos que vêm de dentro de nós
Mas que só ganham significado se forem aceites pelo que está à volta
Pois, se é para morrermos um dia… então que vivamos intensamente!
Se é para sermos livres, então gritemos
Se é para nos sentirmos realizados, então busquemos
Se é para relaxarmos, então fechemos os olhos por um segundo
Busquemos ao mais ínfimo pormenor, a essência da sua existência
Auspiciemos ao ímpeto mais honroso que a mente busca
Libertemo-nos das amarras, e vejamos o horizonte
Aí sentiremos algo a crescer e a tomar forma
Um novo ser dentro de nós ou uma metamorfose enigmática?
Pois se é para chorar, limpemos os olhos primeiro
Se é para nos sentirmos felizes, então nos rodeemos de amigos
Se é para vencermos etapas, tenhamos o apoio de todos
Pois nada faz sentido sem que esteja correlacionado com outra coisa
A vida rege-se por sentidos que vêm de dentro de nós
Mas que só ganham significado se forem aceites pelo que está à volta
Pois, se é para morrermos um dia… então que vivamos intensamente!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Impulso
Antes do impulso, não há consequências
Antes do impulso, somos poderosos
Antes do impulso, vivemos tranquilos
Antes do impulso, estamos aptos a vencer
E depois nos apercebemos que tudo passa
Vemos que nada é em vão
Há coisas que não podemos explicar
Há coisas que nos fazem perder a razão
Nunca, tão forte e intenso, idolatra
Sua maneira ingénua de pensar
Frágil, fraco, impotente
Naquele momento não deixou de arriscar
Antes do impulso, vês as fraquezas
Antes do impulso, sentes os riscos
Antes do impulso, projectas a tua culpa
Antes do impulso... não há arrependimento
Antes do impulso, somos poderosos
Antes do impulso, vivemos tranquilos
Antes do impulso, estamos aptos a vencer
E depois nos apercebemos que tudo passa
Vemos que nada é em vão
Há coisas que não podemos explicar
Há coisas que nos fazem perder a razão
Nunca, tão forte e intenso, idolatra
Sua maneira ingénua de pensar
Frágil, fraco, impotente
Naquele momento não deixou de arriscar
Antes do impulso, vês as fraquezas
Antes do impulso, sentes os riscos
Antes do impulso, projectas a tua culpa
Antes do impulso... não há arrependimento
sábado, 12 de julho de 2008
Toque
Nesse jeito especial, ensinei-me a voar
Na imaginação levei-me a sonhar,
E por muito que queiras imaginar,
Nunca conseguirás perceber como é o toque da minha mão.
Apenas agora descobri
Que a imaginação leva-nos aonde queremos
Sinto o corpo a tremer, a compulsão intensifica-se
Esta obsessão leva-me à loucura
Nunca consegui perceber como é o toque da tua mão
Sinto-me dentro de ti
Estas novas descobertas libertam-nos
E não é presunção pensar e querer
Saber como será o toque das nossas mãos.
Na imaginação levei-me a sonhar,
E por muito que queiras imaginar,
Nunca conseguirás perceber como é o toque da minha mão.
Apenas agora descobri
Que a imaginação leva-nos aonde queremos
Sinto o corpo a tremer, a compulsão intensifica-se
Esta obsessão leva-me à loucura
Nunca consegui perceber como é o toque da tua mão
Sinto-me dentro de ti
Estas novas descobertas libertam-nos
E não é presunção pensar e querer
Saber como será o toque das nossas mãos.
Amanhece
Parece amanhecer, no meio daquela tarde enublada, pela cinzas que correm com a maresia, sente-se o odor do desconhecido, e só aí nos apercebemos que tudo se desmorona à nossa volta.
Parece amanhecer, quando estamos sós, ao abrigo do infortúnio, à desconfiança da nossa razão, onde nos perdemos e encontramos num razão de segundos.
Parece amanhecer quando me dou a conhecer, quando sorrio levemente, mostrando uma timidez inevitável, no fundo julgando ser a expressão mais aterradora à face da terra.
Parece amanhecer, quando me encontro comigo mesmo, onde descubro as minhas trevas e as deixo libertarem-se, as deixo fugir, dando lugar a um lugar idílica mas extremamente exânime.
Parece amanhecer, que demonstro a loucura de uma mente cansada, quando me exprimo da forma menos usual, quando sou livre para inovar e inventar uma personagem que só me cabe a mim.
Parece amanhecer, porque vejo o sol, ora quente nas minhas costas, ora gélido quando fecho os olhos.
E no rodopiar das sensações mais inusitadas, sinto que ainda estou vivo, aliás este cheiro esquisito que me entra pelas narinas me faz sentir curioso. O que será?
Parece amanhecer, quando estamos sós, ao abrigo do infortúnio, à desconfiança da nossa razão, onde nos perdemos e encontramos num razão de segundos.
Parece amanhecer quando me dou a conhecer, quando sorrio levemente, mostrando uma timidez inevitável, no fundo julgando ser a expressão mais aterradora à face da terra.
Parece amanhecer, quando me encontro comigo mesmo, onde descubro as minhas trevas e as deixo libertarem-se, as deixo fugir, dando lugar a um lugar idílica mas extremamente exânime.
Parece amanhecer, que demonstro a loucura de uma mente cansada, quando me exprimo da forma menos usual, quando sou livre para inovar e inventar uma personagem que só me cabe a mim.
Parece amanhecer, porque vejo o sol, ora quente nas minhas costas, ora gélido quando fecho os olhos.
E no rodopiar das sensações mais inusitadas, sinto que ainda estou vivo, aliás este cheiro esquisito que me entra pelas narinas me faz sentir curioso. O que será?
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